Charlie and Cassid

Charlie and Cassid

sábado, 10 de abril de 2010

MAIS UMA NOITE EM AMSTERDÃ

"Faz mais de um mês e Charlie já está acostumado à vida de vampiro, aliás andar pelas noites sempre foi sua primeira escolha, agora tornou-se apenas obrigação..
Ele só não fazia ideia que até mesmo os vampiros tinham leis e diferente das leis humanas, o não cumprimento das mesmas poderia resultar na sua morte...
Foi numa certa noite chuvosa, que Charlie percebeu estar sendo observado.. isso o incomodava, mas não sabia quem ou quantos eram. Começou a caçar aqueles que o caçavam, até encontrar aquele que o faria mesmo depois de morto, curvar perante si...
Como de costume, procurava lindas jovens para degustar de seu sangue, uma em particular chamou-lhe a atenção naquela noite.. parecia que ela o procurava, ela o queria e aquilo atiçava o ego do recém vampiro. Seu ego era tão grande que nem ao menos percebeu se tratar de uma armadilha... ao contraio das outras vitimas, Charlie optou pela arte da conquista, arte essa a qual modéstia a parte ele era bom mesmo nos tempos de vida, porem um destino mais obscuro que a própria morte o aguardava.
Ela era filha do Príncipe da cidade, posto mais alto ocupado na sociedade vampírica.
Ele é claro, não fazia ideia de quem era a donzela e começou a cortejá-la, parecia um lorde, no entanto o trabalho dela era de seduzi-lo e isso parecia já ter acontecido.
Ela o chama para um clube noturno. Ele ainda cego pela beleza e vontade de conquistá-la cede a seus encantos e segue com a jovem para o leito de sua segunda morte...
Isabelle era seu nome, tão lindo quanto os longos cachos ruivos e seus olhos cor de mel. Charlie parecia em transe, não prestava mais atenção em seu redor e não percebia que naquele local ela era a única humana presente..."
O BOTE...
"O clube estava lotado de vampiros, demorou, mas ele percebeu que algo estava estranho e que todos os olhares estavam voltados para ele.
De repente, a musica para e um corredor é aberto, no centro está ele e a jovem, no fim estava um homem aparentando seus trinta e poucos anos, trajando uma roupa social com um blazer por cima.
O homem caminhava e todos ao seu redor se curvavam perante ele, que finalmente estava frente à frente com o mais novo vampiro de Amsterdã.
- Curve-se criança. - Pedia ele.
Porém Charlie se recusava, não entendia o motivo de tamanha arrogância, ousava inclusive a desafiar aquele homem, que mesmo contrariado não perdia a compostura...
Charlie então ouve uma voz ecoando em sua mente. Era uma voz ameaçadora, que o fez tremer diante daquele homem e mesmo contra sua vontade curva-se diante daquele ser.
- Hoje, irmãos daremos as boas vindas a um novo membro. - Nascido de uma senhora profana, porém ainda um irmão...
Aquelas palavras o fizeram lembrar da noite em que foi transformado, no sofá de sua casa, mas aquela que o dera a imortalidade não estava lá e no fundo ele já sabia qual tinha sido seu destino.
- Criaste um membro sem permissão, deves matá-la se ainda quer manter sua não vida.
Ele sabia exatamente o que aquele homem queria dizer, se recusava a matar sua nova companheira e uma vontade de atacá-lo pela sua arrogância crescia ainda mais em seu coração sombrio de vampiro, mesmo assim era incapaz de levantar sequer um dedo contra aquele homem, só não sabia o porque...
Charlie ainda consegue levantar-se, afirma que não matará aquela que "salvou" da morte, mesmo ouvindo que a recusa resultaria em sua morte...
O resultado é eminente, Charlie é atacado e deixado no chão para que pudesse implorar pela sua vida, no entanto já havia morrido uma vez e não temia uma segunda chance de morrer...
O ato corajoso foi reconhecido pelo Príncipe Athos, mas isso não o livrou de seu destino...
Ainda atordoado da surra que levou, sem nem mesmo conseguir contar quantos vampiros o atacaram, Charlie é levado à beira da praia e crucificado... os primeiros raios solares já raiavam quando todos se foram, o deixando esfolado e pregado como Jesus na cruz, largado na praia para morrer... os primeiros raios de sol queimavam sua pele, seu rosto... mesmo com poucas energias a dor das queimaduras o faziam gritar, agonizando, mas nunca implorando por sua vida... desta vez era realmente o fim..."

Um comentário:

  1. me lembro que ano passado vc me contou sobre esse personagem......sobre o lançe de ser pregado na cruz e ser largado na praia....foda o/

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